Como orientar os consumidores sobre o descarte correto de resíduos?

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A conscientização coletiva sobre a reciclagem e o descarte correto das embalagens pós-consumo é um dos aspectos fundamentais da logística reversa. Quer saber mais como comunicar aos consumidores? Leia a seguir.

O primeiro passo para entender mais sobre reciclagem e a separação correta dos materiais é compreender o que são os resíduos.

O resíduo pode ser definido como todo material que sobra de determinado produto após sua utilização, passível de ser reciclado ou reutilizado devido ao valor econômico atribuído.

Os resíduos sólidos são aqueles gerados a partir de atividades como as de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, entre outras vezes. E os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) são produto das atividades de grandes cidades.

Alguns dos resíduos sólidos urbanos mais comuns são as embalagens pós-consumo, como papel e papelão, plásticos, vidros e metais, os quais podem ser reciclados e devem ser armazenados em recipientes ou sacos próprios. 

Assim, separando esses materiais eles deverão ser destinados à coleta seletiva existente no município ou em ecopontos de entrega voluntária, caso não exista o serviço de coleta municipal ou privado.

Outro tipo de resíduo sólido urbano seriam os materiais orgânicos, ou restos de comida, que podem ser classificados como resíduos orgânicos ou úmidos. Neste caso, os restos de alimento de origem vegetal podem ser compostados – decompostos organicamente, resultando em adubo – ou ao menos, separados em uma lixeira à parte, justamente para não misturá-los às embalagens e outros itens recicláveis.

Qual o impacto ambiental e social de não reciclar?

A reciclagem é uma responsabilidade compartilhada, assim definida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, uma vez que o descarte incorreto dos resíduos traz diversas consequências para todos.

Entre as principais, podemos citar:

  • contaminação da água, a tornando impotável,
  • degradação das cidades,
  • poluição da terra, podendo a deixar infértil,
  • entupimento das galerias pluviais, provocando alagamentos em períodos de chuva,
  • diminuição da vida útil do aterro sanitário,
  • proliferação de pragas nas comunidades próximas do aterro.

Segundo o Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), 49,9% dos municípios brasileiros despejam os resíduos em lixões, 17,8 milhões de brasileiros não possuem coleta de lixo em suas casas e apenas 3,85% dos resíduos passam pelo processo de reciclagem.

Conforme a pesquisa que teve como base dados relativos ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2018, a região sul apresenta os melhores números dessa pesquisa, onde 7,66% do material é destinado a processos de reciclagem.

Na sequência vêm as regiões:

  • sudeste com 4,03%,
  • centro-oeste com 2,01%,
  • norte com 1,12%,
  • nordeste com apenas 0,41%.

Nesse cenário, existe algo que torna o quadro mais preocupante: a produção de resíduos sólidos cresce dia a dia no Brasil, já que o país se tornou o quarto maior produtor de resíduos sólidos do mundo.

A edição brasileira do Atlas do Plástico, publicado pela Fundação Heinrich Böll, aponta que o Brasil aumentou a fabricação, consumo e descarte desse tipo de resíduo em 2020.

Atualmente, produzimos mais de 11 milhões de toneladas de plástico por ano, o que nos coloca na quarta posição mundial entre os maiores produtores desse tipo de resíduo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia.

De acordo com o documento, somente 145.043 toneladas desse material são recicladas.

Infelizmente, boa parte desses plásticos ainda é descartada de forma errada, sendo que milhões de toneladas desse resíduo são despejados nos mares, em aterros sanitários e em depósitos a céu aberto.

A conscientização coletiva é a única forma de mudar esse cenário.

Por que ainda não descartamos corretamente nossos resíduos?

Muito se fala em ecologia, preservação do planeta, sustentabilidade, meio ambiente e outras causas, mas ainda faltam soluções que promovam conhecimento e conscientização, e possibilitem oportunidades para que a população em geral consiga descartar o seu resíduo.

Um dos motivos que levam o consumidor a não descartar corretamente os resíduos produzidos é exatamente não saber como fazê-lo.

Segundo uma enquete realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Idec, 32% dos consumidores brasileiros afirmaram que ainda não sabem como dar um fim de forma correta ao seu resíduo.

Para outros 31% faltam informações orientativas para a destinação correta. Você faz parte dessa estatística?

Você pode começar hoje mesmo a fazer parte da transformação para um mundo mais sustentável. Seja você na sua casa, uma empresa ou ainda uma entidade social, todos podemos, de alguma forma, contribuir para a sustentabilidade do meio ambiente, descartando os resíduos corretamente.

Acervo de imagens eureciclo

Como e onde orientar seus consumidores a descartar

O papel das empresas é extremamente importante para incentivar que mais pessoas se engajem na causa da reciclagem. 

Como as organizações possuem canais diretos com consumidores, fornecedores, funcionários, entre outros, há uma grande oportunidade de conscientização ambiental e de cumprir com a responsabilidade compartilhada, que citamos aqui no início do post.

Os consumidores podem ser considerados o final da cadeia produtiva e tem em suas mãos uma dupla motivação: a de contribuir economicamente com a cadeia produtiva local, a partir da destinação correta das embalagens pós-consumo; e a de apoiar uma pauta social e ambiental, que é a reciclagem.

Na eureciclo, por exemplo, utilizamos nossas plataformas, como o próprio site, mídias sociais e blog, e estendemos o convite às empresas parceiras, para estimularmos juntos a leitura e compreensão acerca de assuntos como: reciclagem, sustentabilidade, logística reversa, ESG. E assim, entendemos que mais pessoas saberão que separar os resíduos para a reciclagem significa uma maior remuneração para cooperativas e operadores e menos embalagens com destinação ambiental inadequada.

Outra iniciativa que as empresas podem tomar a frente, além da educação ambiental, é promover parcerias com a prefeitura ou órgãos públicos para se tornarem pontos de entrega voluntária, facilitando a coleta de recicláveis.

Essas e outras dicas você confere no Guia definitivo do descarte correto de resíduos que construímos exatamente para aprofundar esse assunto.

Baixe o Ebook gratuito aqui e faça parte do movimento compartilhando o material para o maior número de pessoas possível! Quando atuamos juntos, a diferença que conseguimos fazer é muito maior!

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