COP26: confira 5 aprendizados!

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A COP26 é a maior conferência do planeta que busca soluções para a questão do clima. A edição de 2021 aconteceu em Glasgow, na Escócia, entre 31 de outubro e 12 de novembro, com muitas discussões importantes. 

Mas, afinal, o que é a COP26?

É a conferência mais importante para firmar compromissos e soluções para o clima, realizada a nível global.

O evento conta com a participação de governantes de todos os continentes, além de nomes que são referência para o assunto, como o naturalista David Attenborough e a ativista Greta Thunberg

Além das negociações oficiais entre os países participantes, diversos eventos paralelos são organizados ao mesmo tempo, envolvendo temas como:

  • Finanças;
  • Energia;
  • Transporte e cidades;
  • Juventude e empoderamento público;
  • Gênero;
  • Ciência e inovação;”

Abaixo, contamos mais sobre os 5 grandes aprendizados do evento. Venha entender com a gente:

A sociedade civil está cada vez mais engajada

Esta foi uma edição histórica, entre outros motivos, porque os holofotes do mundo estavam voltados para a conferência. E não foram apenas chefes de Estado e grandes líderes que chamaram a atenção. Desta vez, o protagonismo ficou também do lado de fora do evento, em grandes manifestações lideradas por jovens ativistas.

Quando o assunto é aquecimento global, a juventude parece ter entendido a urgência da situação. Jovens ativistas de diferentes países se uniram em manifestações e passeatas para pressionar uma agenda climática que leve em consideração essa necessidade.

Nesse sentido, o Brasil assumiu um papel representativo. Novas vozes foram ouvidas dentro e fora dos painéis do evento. A única brasileira a discursar na abertura foi a jovem indígena Txai Suruí, de 24 anos, que apontou para o mundo a necessidade de defender a Amazônia contra o desmatamento. 

Ela ainda fez parte do grupo que se reuniu com presidentes de grandes empresas brasileiras para exigir ações ambientais do mercado. Também participaram da reunião as ativistas Amanda Costa e Mahryan Sampaio, do Perifa Sustentável; Marcelo Rocha, do Fridays For Future Brasil; e Samela Awiá, outra líder indígena. 

2º O desmatamento está totalmente conectado à crise climática

O combate ao desmatamento foi uma das principais batalhas travadas na COP26. Os líderes mundiais chegaram a um consenso de que esse problema é, de fato, um agravante da crise climática.

Em uma reunião liderada pelo primeiro-ministro britânico Boris Johnson, mais de 100 países se comprometeram a deter o desmatamento até 2030.

O acordo firmado prevê um compromisso de todos os países pelo fim da degradação das florestas para limitar o aquecimento global a 1,5ºC. Essa temperatura é considerada como limite para barrar as consequências das mudanças climáticas. 

O ESG seguirá nos holofotes

Apesar da participação dos principais líderes mundiais, o protagonismo desta edição ficou com os presidentes das grandes corporações. Os especialistas concordam que, desta vez, o mercado já entendeu que cuidar do planeta é uma forma de atribuir valores a sua atuação.

A caminhada em busca do ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança), com atitudes comprovadas, é um fator determinante para o futuro das marcas em diferentes pontos: compromisso real com a diminuição dos seus impactos, preferência dos consumidores e interesse de investidores.

O conceito tem gerado um forte movimento no mercado de capitais e seu valor é analisado de acordo com padrões internacionais de governança, o que traz um enorme avanço para a pauta ambiental e de sustentabilidade. 

A transição energética é viável

Depois de muita pressão e debates intensos, a COP26 aprovou um acordo sobre a redução do aquecimento global. Por mais que o tema tenha dividido a opinião dos especialistas, uma coisa é inegável: pela primeira vez na história foi registrado o impacto dos combustíveis fósseis para a crise climática.

São aqueles elementos como petróleo e carvão mineral, principal fonte de energia do mundo atualmente, vistos como grandes vilões.

Apesar dos avanços tecnológicos que permitem energias limpas e renováveis, países como a China, Estados Unidos, Rússia e Alemanha são grandes produtores de carvão mineral e ainda utilizam o combustível como uma das principais fontes de energia, mas as conversas mostraram que essa realidade precisa mudar – e para ontem.

5º Distribuição de renda e de investimentos é ponto-chave

Já na abertura da conferência o secretário-geral das Nações Unidas, António Gutierres, pressionou os líderes presentes a tomarem decisões concretas que levassem, definitivamente, a um financiamento anual bilionário de apoio aos países de baixa renda. 

Isso aconteceu, porque são eles que mais sofrem com as consequências das mudanças climáticas, embora não sejam as maiores responsáveis. A cobrança de ações não vai focar apenas com o poder público, mas também no setor corporativo.

Considerando o cenário que temos hoje no Brasil, não podemos esquecer da cadeia de reciclagem. Para diminuir ou zerar os impactos negativos de resíduos causados pelas empresas, o investimento direcionado aos profissionais do setor e a infraestrutura das cooperativas é fundamental.

Quer entender como você pode ajudar a cadeia de reciclagem a se desenvolver? Acesse o artigo abaixo:

Reciclagem: tudo que você precisa saber para colocá-la em prática

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