Logística: a arte da guerra nos negócios

 

O artigo de hoje vai desmistificar a logística mostrando a sua estruturação, os seus desafios, e é claro, oferecendo dicas de como torná-la mais simples.

Quer ver como? Dá uma olhada no material completo que preparamos para você.

A logística é uma área abrangente que possui inúmeros procedimentos e segmentos envolvidos. Originalmente está ligada a área da administração, o que faz muito sentido já que através dela há o gerenciamento de quase tudo que se movimenta em uma empresa.

É ela que estrutura e acompanha todas as entregas e recebimentos, seja de produtos, recursos, insumos ou serviços de um negócio.

Por esse motivo, a logística lida com recursos materiais, financeiros, humanos e também informacionais, e chega a consumir cerca de 13% da receita de um produto.

Com um conceito desses é muito fácil tornar complexa a implementação e manutenção da logística e aumentar seu custo. Mas não precisa ser assim, vamos te mostrar como nesse artigo, leia abaixo.

Logística x Logística reversa

Quem acompanha o blog sabe que falamos MUITO sobre logística reversa, que é um tanto diferente da convencional que estamos tratando neste artigo.

A diferença está no objetivo de cada uma delas. Enquanto a logística tradicional (que chamaremos apenas de logística) está direcionada para controlar a distribuição de recursos e produtos, a logística reversa é o ciclo inverso que visa retornar o que sobra do consumo para a produção através da reciclagem.

Ir além da logística reversa e compreender a Logística tradicional nos dá insights para melhorar o empreendimento como um todo e torná-lo mais sustentável.

Contextualizando…

Sabia que a Logística teve sua origem na guerra? Ela surgiu da necessidade dos militares de organizarem rotas, de armazenarem suprimentos e de criarem estratégias eficientes de guerra.

Era na administração de recursos, tempo e objetivos que a logística girava em torno.

De lá para cá, na essência do conceito, pouca coisa mudou. O que temos de novo são os diversos conhecimentos e ferramentas técnicas que melhoraram a Logística e tornaram sua aplicação ainda mais ampla.

Essa transformação do conceito original de logística para o que conhecemos atualmente como logística empresarial se deve aos novos tempos e suas formas de organização.

O que ficou da logística antiga foram as estratégias que podemos utilizar em um novo campo de batalha comumente chamado de mercado.

Globalização moldando a logística

Nas últimas décadas a logística foi reinventada de acordo com os avanços tecnológicos e sociais.

Um dos conceitos que moldaram o mercado, e consequentemente a logística, foi a globalização. Só através do avanço do armazenamento de informação foi possível obter uma logística ainda mais integrada com todos os segmentos de um empreendimento.

Essa logística integrada teve sua origem na década de 80 por conta do avanço computacional que permitiu que as informações pudessem ser armazenadas e transmitidas com cada vez mais facilidade e de forma mais acessível.

Veremos ao longo do artigo diversas ferramentas oriundas dessa época que tornaram a complexidade da gestão da logística um pouco mais simples.

Supply Chain | Cadeia de suprimentos

A cadeia de suprimento é o mapa da logística de um negócio. É onde verificamos os fornecedores, distribuidores, clientes e comerciantes. E serve como esqueleto da logística pois estrutura e organiza esses diversos atores.

É na cadeia de suprimentos que podemos tornar o processo de envio, recebimento e estoque mais eficiente, para assim reduzir os custos e melhorar a entrega.

Para obter uma cadeia de suprimentos eficiente existem três A’s que são essências para uma estrutura de sucesso. Confira!

Os três A’s da Supply Chain:

Agilidade

Ao tratarmos de logística, estamos tratando de entrega para clientes. Dito isso, é fundamental que todos os problemas emergentes sejam tratados com máxima agilidade. E isso pode ser um diferencial do seu negócio ou, quando ocorre o contrário, ser uma imagem negativa para os seus potenciais clientes.

Para evitar imprevistos, além de um acompanhamento regrado de todos os processos é importante apostar em inovação e planos de emergência para quando algo falhar.

Ouvir os clientes nesse sentido pode ser um caminho para investir em ações certeiras. Com isso queremos dizer que o primeiro passo é entender a expectativa que eles possuem em relação a entrega e principalmente sempre ter uma margem de segurança entre a data de entrega prevista e a real.

Alinhamento

Garanta que a comunicação entre os atores (distribuidores, clientes, fornecedores) da cadeia de suprimentos  seja extremamente alinhada. O alinhamento evita muitos mal entendidos e permite que o seus esforços sejam ainda mais reconhecidos.

Para isso aposte em canais de comunicação estruturados, eficientes e uma ou mais pessoas que possam realizar o acompanhamento constante. Existem atualmente diversas plataformas e softwares que oferecem a conexão entre as empresas parceiras. Busque um sistema de acordo com os seus valores e experimente.

É o alinhamento entre distribuidor, fornecedor e outros, que fará toda a diferença na eficiência do processo.

Adaptabilidade

É primordial inovar para se manter competitivo no mercado, é essa característica que permite o seu negócio se adaptar aos novos cenários da sociedade globalizada e dinâmica.

Por conta da logística estar tão ligada as transformações tecnológicas é muito importante que você esteja atento as novas tendências. Desta forma, você garante também estar a frente dos concorrentes oferecendo sempre o melhor produto e serviço.

As etapas da cadeia da logística

Dito os elementos básicos para elaboração da logística, vamos a parte mais prática: a divisão da logística de acordo com seus processos.

Lembrando que essa é uma estrutura convencionalmente abordada, que pode não corresponder totalmente com as necessidades e estruturas atuais da sua empresa.

Então esboce o campo de batalha, ou seja, o passo a passo do processo que vai da produção até o atendimento realizado após a entrega para o cliente, consciente da estrutura convencional, mas adaptando as suas próprias necessidades.

Produto

A primeira etapa é o desenvolvimento de um produto: ele deve ser pensado de forma a manter a qualidade durante a distribuição e até a chegada para o cliente.

Para que isso ocorra o produto deve ter uma validade hábil até a sua chegada e um tipo de embalagem que consiga conservá-lo no transporte.

Além disso, mantenha uma lista de fornecedores de confiança que possam suprir suas demandas com um custo e benefício que agreguem ao seu negócio.

Caso um de seus fornecedores atrase com frequência, tente o diálogo e se não resolver pense em outras opções. Afinal, o atraso de suprimentos implica diretamente na eficiência da sua produção e os seus clientes contam com isso.

Armazenamento

O armazenamento é de grande importância e deve ser realizado de forma cuidadosa em condições que deixem a temperatura, umidade e luminosidade adequadas ao produto.

Uma grande ferramenta de gestão a ser utilizada em relação ao armazenamento é o Warehouse Management System ou Sistema de gerenciamento de armazém.

Ela permite que haja o acompanhamento em tempo real do que é armazenado, dos produtos a serem separados para envio e avisa quando há necessidade de abastecimento do estoque.

Distribuição/Transporte

É essencial que o transporte seja realizado por uma equipe de confiança e que sejam treinadas para realizar a locomoção com segurança.

A dica nessa etapa é realizar o treinamento da equipe de transporte para reduzir os desperdícios causados por acidentes e descuidos.

Para gerir o transporte lance mão do Sitema de gerenciamento de transporte ou ainda Transportation Management System, que é um sistema que integra a distribuição dos produtos.

Assim você saberá em temo real a localização dos seus produtos e o momento da entrega.

Coordenando a logística de fato

Agora que sabemos os três A’s da cadeia de suprimento e as etapas da logística, o próximo passo é colocá-las na prática unindo os valores aprendidos e a ação.

Para facilitar a dinâmica, colocamos a disposição três dicas que vão auxiliar na coordenação do processo.

Sistema integrado de gestão empresarial

O sistema integrado de gestão empresarial, ou em inglês Enterprise Resource Planning (ERP) é um software que oferece uma visão holística de todos os departamentos de uma empresa.

Ele permite a integração entre os processos para que haja uma análise sistêmica que beneficie o negócio como um todo.

Sua contribuição é significativa por possibilitar não apenas o acompanhamento entre as metas previstas e o real alcançado, mas também uma mudança de estratégia de forma ágil.

É o controle do processo por meio da ERP que permitirá o registro e acompanhamento analítico e crítico da logística no seu negócio.

Customer Relationship Management (CRM)

Ao tratarmos de logística, invariavelmente tratamos do cliente que receberá o produto. E para que tenhamos sucesso é importantíssimo que exista uma assistência de qualidade ao cliente. Não apenas até o momento da compra, mas principalmente: após a compra.

É o profissionalismo unido a um toque de pessoalidade que possibilitará um contato relevante com a sua marca. Algo que hoje em dia cabe, não apenas como uma vantagem competitiva, mas como ação básica para garantir o retorno do cliente.

É o CRM ou Gestão do relacionamento com o cliente que permitirá que os pontos acima ocorram e que sua entrega e serviços sejam valorizados por isso.

Alternativas de segurança

Já que falamos de cliente, não podemos deixar de falar de alternativas de segurança. É o que assegurará a velocidade para a resolução de problemas em quaisquer das etapas da logística.

A dica é simples: tenha sempre um plano B à mão para cada uma das etapas e quando algo não previsto acontecer inove mantendo a satisfação do cliente.

Logística Reversa: fechando os ciclos

Logística estruturada? Entrega ocorrendo da melhor forma possível?

Sabe o próximo passo? A logística reversa!

Ela irá oferecer a sua empresa uma menor pegada ambiental através do retorno dos resíduos para a reciclagem.

Afinal, já imaginou essa quantidade toda de embalagens por aí?

É esse passivo ambiental que deve ser evitado. E para isso, a legislação ambiental brasileira definiu, através da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a responsabilidade compartilhada em relação aos resíduos oriundos da comercialização e distribuição de produtos, entre os fabricantes, comerciantes, importadores e distribuidores.

Quer saber como cumprir com a PNRS da forma mais prática para a sua empresa? Nós contamos tudo no artigo abaixo.

Tudo o que você precisa saber sobre Política Nacional de Resíduos Sólidos.