Soluções de Logística Reversa: qual a melhor para a minha empresa?

Veja quais são as vantagens e desvantagens das diferentes soluções de Logística Reversa de Embalagens, e escolha a melhor para a sua empresa.

Quando falamos de soluções de logística reversa podemos pensar nas coletas realizadas nas fábricas, os centros de coleta PEV (Ponto de Entrega Voluntária), compensação ambiental, soluções entre associações e soluções privadas. E se você não conhece nenhum destes termos: calma. Neste artigo vamos explicar direitinho as soluções de Logística Reversa de Embalagens, é só acompanhar. 😉

Como é estruturado um sistema de Logística Reversa?

O sistema de Logística Reversa busca retornar as embalagens já utilizadas para o ciclo de vida do produto, através da responsabilidade compartilhada entre fabricantes, distribuidores, importadores e consumidores.

A Lei nº 12.305/2010, que define a Política Nacional de Resíduos Sólidos, definiu três diferentes formas de estruturar a Logística Reversa. São elas: Regulamento, Acordo Setorial e Termo de Compromisso. Confira abaixo cada uma delas:

Regulamento

Regulamentos são atos normativos expedidos pelo Poder Executivo como forma de estabelecer regras.

No que tange a implantação de um sistema de Logística Reversa, antes do regulamento ser editado pelo Poder Executivo, é necessário que passe por uma avaliação do Comitê Orientador que foi designado para implantação de sistemas de Logística Reversa. Desta forma é verificado a viabilidade do desenvolvimento técnico e econômico almejado pelo projeto.

Acordo Setorial

Acordos setoriais são contratos acordados entre o Poder Público e os corresponsáveis pela implantação da Logística Reversa (fabricantes, distribuidores, importadores e comerciantes).

O contrato é o documento norteador para implantação da Logística Reversa e os procedimentos estão listados na subseção I da seção II do Capítulo III do Decreto nº 7.404/2010.

Nesse sentido, o Acordo Setorial de Embalagens assinado em 2015 entre associações e o Ministério do Meio Ambiente, serve de modelo para a implantação de Logística Reversa como um todo.

Termo de Compromisso

É permitido o desenvolvimento do Termo de Compromisso entre o Poder Público e os co responsáveis pelo ciclo de vida do produto (fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes), como forma de se estabelecerem as diretrizes para a aplicação de Logística Reversa, nos seguintes casos: quando não houver Regulamento expedido pelo Poder Executivo ou Acordo Setorial no local em que se deseja realizar a Logística Reversa ou quando forem estabelecidas metas mais exigentes que as definidas pelos dois itens anteriores.

Exemplo é o Termo de Compromisso de Logística Reversa assinado recentemente entre Associações da FIESP e a esfera pública.

Mecanismos para realizar a Logística Reversa

Dentro destes três grupos existem mecanismos que podem ser usados para cumprir com a Logística Reversa. A ideia é que a cadeia de reciclagem receba fomentos e investimentos suficientes para realmente acontecer aqui no Brasil. Isso acontece de várias formas, desde o momento em que uma loja aplica uma política de retorno da embalagem do produto, até quando a loja remunera atores que fazem a coleta, para realizarem a destinação correta das embalagens.

Abaixo separamos os principais mecanismos para se cumprir com a Logística Reversa, relacionando suas vantagens e desvantagens.

 

Mecanismo Vantagem Desvantagem
PEV (Ponto de Entrega Voluntária): São pontos de coletas, instalados em locais públicos. Cada ponto de coleta pode receber diferentes tipos de resíduos: óleos, plástico, papel e etc.
A logística reversa nesse caso, ocorre pela coleta dos materiais deixados no PEV, e direcionados a um reciclador final. Ao ser reciclado, retornamos o resíduo ao início do ciclo de vida do produto.
– Independe da coleta seletiva.

– Menor custo de coleta, em comparação com a coleta de porta em porta realizada pela coleta seletiva.

-Facilita a triagem.
Logística Reversa atuando de forma direta.

– Dificuldade de comprovação do alcance das metas de reciclagem definidas.

– Depende da conscientização dos consumidores, o que acaba implicando muitas vezes em pouco volume retornado.

– Custos de operação e gerenciamento próprios.

Compensação ambiental:
É um mecanismo de Logística Reversa indireta, por compensação. Onde é realizada a reciclagem não necessariamente da mesma embalagem, mas da mesma quantidade e tipo de material que foram lançados no meio ambiente.
– Comprovação e proteção jurídica através de Notas Fiscais.

– Remuneração monetária para cooperativas, trazendo mais autonomia.

– Rastreabilidade dos dados de reciclagem.

– Abrange apenas cooperativas formalizadas.

– Não realiza a Logística Reversa direta das embalagens.

Doação: Doação de equipamentos, consultorias e treinamentos para cooperativas, como forma de fomentar o desenvolvimento da cadeia de reciclagem. – Ajuda cooperativas informais, visto que os investimentos são estruturantes. – Dificuldade de comprovação do alcance das metas de reciclagem definidas.

– Não realiza a Logística Reversa direta das embalagens.

Qual o melhor para a minha empresa?

São diversas as soluções de Logística Reversa que podemos encontrar atualmente. Entender as suas diferenças é o primeiro passo para verificar a que vai mais de encontro com a necessidade da sua empresa.

Investir em uma delas é um caminho para mostrar aos consumidores a responsabilidade socioambiental da empresa e de quebra abranger o nicho do consumo consciente.

Você pode levar em consideração aspectos como nível de impacto social ou comprovação jurídica.

No final não precisa escolher só uma, o importante é que a coexistência de todas essas soluções assumem um papel de complementaridade diante do grande impacto ambiental da em nosso Planeta e na Gestão de Resíduos da sua cidade.

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