O impacto do coronavírus nas empresas de alimentos

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Entenda o que mudou com o impacto do coronavírus nas empresas de alimentos e o que fazer enquanto a sociedade constrói novos horizontes.

Desde o primeiro caso de coronavírus confirmado no Brasil, no final de fevereiro, muitas coisas mudaram. De um dia para outro, os padrões de consumo, os hábitos de trabalho e as interações humanas tiveram que ser revistas. E isso afetou diversos setores do mercado, cada um de uma forma diferente.

Segundo a pesquisa da Kantar, houve um aumento de 48% no consumo de alimentos e bebidas. E o supermercado continua sendo o principal canal de compra, apesar do e-commerce ter tido um aumento.

Nesse novo cenário, as indústrias de alimentos tiveram vários desafios: redobrar seus cuidados sanitários, garantir fornecedores para os insumos de produtos com alta demanda, adequar os processos de logística às novas normas que surgem frequentemente com o objetivo de evitar a propagação do coronavírus e, por fim, se adaptar ao novo padrão de consumo do consumidor brasileiro.

Abaixo, trouxe as principais mudanças que precisam ficar no radar de empresas e indústrias de alimentos para garantir uma estratégia atualizada.


Novo padrão de consumo

Em um curto espaço de tempo, as pessoas tiveram que passar a cozinhar sua própria comida e, até mesmo, a comprar mais alimentos congelados.

De acordo com a Opinion Box, 43% das pessoas afirmam que estão comendo mais. Esse dado pode ser relacionado ao próprio isolamento social, em razão do qual 49% das pessoas disseram estar mais entediadas e 48% mais ansiosas.

A pergunta é: o que as pessoas estão optando por comer mais nesse período? Segundo a pesquisa da Kantar alguns produtos sofreram aumento ou queda, a depender do nível de essencialidade na dieta brasileira. E diante do fechamento de bares e restaurantes, é normal vermos uma movimentação da demanda nesses setores agora para supermercados e deliveries.

Imagem recorte da pesquisa Kantar 3° edição

Compreender a demanda do seu público através de uma comunicação presente e transparente é a melhor forma de antecipar tendências e começar a investir em produtos que irão, de fato, agregar para o padrão de consumo do momento e para os próximos meses.

Aposte em pesquisas de intenção e satisfação com as empresas para as quais fornece. Elas são rápidas e podem ser feitas por meio de e-mails ou ligação com aquelas empresas mais essenciais para a sobrevivência do seu empreendimento.

No artigo “O que os consumidores esperam das empresas em tempos de coronavírus?”, trouxemos alguns indicadores que podem te ajudar nessa jornada.

Presença no meio digital

O que antes era feito de forma presencial, passa a ser cada vez mais digitalizado. Resistir a esse processo é ir contra a maior tendência que começou esse ano, por conta da pandemia, mas que deve acompanhar as próxima décadas.

Oferecer aos seus clientes uma plataforma online, atualizada e com o portfólio e preços de todos os seus produtos pode garantir não só que você os mantenha nesse período, como também a conquista de novos clientes.

Também analise a possibilidade de iniciar sua própria plataforma de venda online não só para o atacado e varejo, como também para os consumidores finais. De acordo com a Opinion Box, houve um crescimento de 25% de usuários a utilizar serviços de delivery e de supermercado online.

Caso o investimento seja impossível nesse momento, verifique e-commerces para os quais a sua empresa poderia começar a fornecer.

Mais consciência ambiental e social

Com uma crise de saúde pública revelando carências ambientais e sociais, não só no Brasil, como no mundo, a tendência é que mais pessoas se questionem sobre o impacto de suas ações e de suas escolhas em sociedade.

Em uma era digital, passamos a ter mais acesso a informação sobre benefícios e malefícios de cada produto, seja na sua saúde ou para o meio ambiente e sociedade. E isso certamente irá moldar o padrão de consumo da próxima geração.

Antever esse movimento que, apesar de lento, é crescente, é essencial para abranger novos nichos e se posicionar como referência enquanto não há tantos concorrentes.

Sempre que falo sobre consciência ambiental e social das marcas, lembro que há um passo anterior antes de iniciar pesquisas para desenvolvimento de novos produtos: se voltar para os valores da empresa e refletir se eles estão alinhados com os valores das pessoas envolvidas na construção da marca e nos valores que irão direcionar a sociedade nas próximas décadas.

Só alinhando a estrutura interna de uma empresa com as expectativas externas, conseguimos colocar em prática um plano de ação em um momento tão delicado como o atual, com uma base sólida e que irá fazer a diferença.

Um cenário como esse, tão incerto, pode trazer muitas angústias. Separamos algumas dicas no artigo abaixo que podem ajudar a sua empresa a passar por esse período:

http://blog.eureciclo.com.br/2020/04/20-dicas-para-o-seu-negocio-sobreviver-crise-do-covid-19/

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