Por que sou responsável pelo que meu cliente joga no lixo?

responsabilidade compartilhada

Você já parou para pensar que é responsável pelas embalagens que seus clientes jogam no lixo? Há empresas que sequer sabem que existe essa responsabilidade. Se a sua é uma delas, temos uma ótima notícia: nesse artigo iremos explicar tim-tim por tim-tim o motivo pelo qual existe essa responsabilidade e qual a melhor forma de lidar com ela. Confira!

Fazem apenas algumas poucas décadas que a indústria se tornou algo global que exponencializou a produção de bens de consumo.

No entanto, deste feito não vieram apenas pontos positivos. Para fazer girar o capital é necessária a produção em larga escala, inclusive, de embalagens e resíduos que simplesmente não desaparecem após o consumo.

Resultado desse processo são mais de 2 bilhões de toneladas de lixo produzidas anualmente, isso apenas no Brasil! Com esse volume seria possível enchermos mais de 400 estádio de futebol.

E infelizmente, todo esse volume acaba indo para aterros, lixões ou o que é pior: poluindo diretamente o solo e mares.

Com um problema desse tamanho as frentes públicas não poderiam deixar de criar políticas que minimizassem os impactos causados por essa produção e consumo desenfreado. Por esse motivo, baseado no mercado europeu de reciclagem, foi criada a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A partir dela, foi decidido que a empresa é responsável pelas embalagens que são comercializadas e descartadas posteriormente pelos seus consumidores!

Responsabilidade compartilhada

É intuitivo supor que a responsabilidade do descarte inadequado fosse apenas do consumidor, mas ainda assim é equivocado, principalmente quando se trata de um modelo de gestão de resíduos federal que para dar certo precisa de todos da sociedade envolvido.

Isso quer dizer que desde as empresas geradoras de resíduos até os consumidores, ou ainda os órgãos públicos que realizam a coleta, todos possuem responsabilidades específicas diante desse volume gigante de resíduos gerados.

A essa responsabilidade é dado o nome de responsabilidade compartilhada. Ela está descrita na PNRS como um princípio norteador, sendo também um dos princípios da gestão de resíduos na União Europeia.

Política Nacional de Resíduos Sólidos

O importante a saber, até o momento, é que a PNRS é uma legislação em vigor que articula todos os responsáveis pelos resíduos e tem por principal motivo de atuação o compartilhamento dos gastos públicos com aqueles que se beneficiam da produção e consumo.

Se essa é a primeira vez que você está entrando em contato com a PNRS, sugerimos a leitura deste artigo, ele oferece uma visão geral acerca da legislação e trata em detalhes da atuação das empresas na gestão de resíduos sólidos.

Para que a PNRS pudesse ser implementada de forma prática em nossa realidade, foi criada a uma ferramenta chamada Logística Reversa. É ela que, como veremos, possibilitará que exista uma alternativa para os resíduos que atualmente são direcionados aos aterros e lixões.

Logística Reversa

Mais do que uma ferramenta da PNRS, a logística reversa se tornou uma ferramenta da sustentabilidade.

E pode ser resumida da seguinte forma: é a ferramenta que permite a reinserção do resíduo descartado no ciclo produtivo, ou seja, através dela o resíduo é reciclado ou utilizado para obtenção de energia através de um sistema de queima controlada.

Para que ela funcione é necessário que empresas, consumidores e operadores de reciclagem (tanto as cooperativas quanto os operadores privados) trabalhem em conjunto.

Desta forma é possível criar um mercado de reciclagem com uma economia forte o suficiente para que surjam soluções de logística reversa cada vez mais competitivas.

Compensação ambiental

Um exemplo de solução de logística reversa utilizada para atender de forma inovadora a problemática dos resíduos é a compensação ambiental.

Afinal, compensação ambiental não é só plantar árvores, pode ser muito mais que isso e de fato o é quando se trata da logística reversa.

Já parou para pensar a dificuldade em um território tão vasto como o Brasil, de recolher as embalagens de uma única empresa (uma que foi de São Paulo a Goiás, por exemplo) para que então se realize a reciclagem?

Pensando nisso a Logística Reversa por meio da compensação ambiental cumpre com a sua função ao reciclar a mesma quantidade e tipo de material comercializado por uma empresa. Isso significa que, por exemplo, para 1000 embalagens plásticas (cada uma pesando 5g) é realizada a reciclagem de 5kg de plástico, retirando assim a mesma quantidade de resíduo que estaria poluindo o Planeta.

Ficou com dúvidas sobre como funciona esse modelo? O selo eureciclo é exemplo dessa metodologia no Brasil, conheça mais.

Mercado consumidor está cada vez mais consciente

Com o avanço da legislação ambiental, ainda mais a que trata dos resíduos como é o caso da PNRS, há uma crescente conscientização dos consumidores. Eles estão cada vez mais engajados na sustentabilidade e procurando produtos e soluções que não agridam o meio ambiente.

Logo, pensar em uma atuação empresarial que esteja em consonância com os valores da sustentabilidade é o melhor caminho para um desenvolvimento econômico da marca com sucesso.

Quer saber como colocar mais soluções sustentáveis em ação? Veja abaixo o que preparamos para você!

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